Vereadores criticam apagão elétrico em Brusque
O “apagão” elétrico vivido por Brusque na última quinta-feira (5) foi o grande destaque da sessão de ontem (10), na Câmara Municipal. Os vereadores voltaram a discutir a necessidade de instalação de uma agência regional das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) em Brusque. A maior crítica foi feita à postura do ex-presidente da empresa estatal, Eduardo Pinho Moreira, que em visita a Brusque no mês de abril deu prazo para resolver o problema.
Desse prazo, que era de no máximo 15 dias, já se passaram sete meses. O vereador Alessandro Simas (PR), autor de um requerimento endereçado ao governador Luis Henrique da Silveira sobre o assunto, chegou a chamar a atenção para a data da visita e promessa feitas por Pinho Moreira: 1º de abril. “É uma data bastante sugestiva. O Dia da Mentira” comentou na tribuna, referindo-se às palavras ditas pelo ex-governador em almoço com lideranças empresariais na AciBr, naquela ocasião.
Outros vereadores fizeram coro ao pronunciamento. Ademir Braz de Souza (PMDB), apesar de ser do mesmo partido do governo do Estado, não poupou criticas a situação. Após relembrar anos em que vários órgãos regionais do Executivo estadual tinham gerencias ou escritórios no município e daqui foram retirados, ele comparou as formas como eram chamado o PMDB, partido do governador, com a empresa de energia elétrica: MDB e “Celasc”.
“Sugiro ao vereador Simas que coloque em seu requerimento o termo ‘se lasque’”, disse ele, em alusão ao dito popular aplicado em situações de desdém.
Eduardo Hoffmann (PDT) tocou o no ponto eleições 2010. A referência é ao fato de que em anos de eleições, como o que se aproxima, os mesmos que hoje ocupam o comando do Estado virão a Brusque pedir o voto da população. “Aí vai ser a hora da população cobrar e lembrar de tudo”, disse o pedetista.
Para o líder do governo, Valmir Ludvig (PT), o apagão ocorrido em Brusque chama atenção sobre possíveis intenções obscuras. A privatização da empresa, por exemplo. Opinião compartilhada pelo democrata Jonas Oscar Paegle, que observou reportagem publicada pela revista Veja, em que um empresário espanhol estaria disposto a investir cerca de R$ 14 bilhões no setor de energia elétrica do Brasil.


